quinta-feira, 7 de julho de 2011

enfim a verdade?

Lendo agora menos embriagado, percebo a extensão do lixo que produzo. Nada disso se parece com o que
pretendia. Leio apenas trejeitos afetados. Que bosta. Não pretendo que algum merchant encontre a pérola rara aqui. Na verdade espero, mas reconheço minha mediocridade e por isso digo que vou fugir de versos, e apenas me ater a episódios cotidianos sem pretensões crônicas, cronicamente inviáveis. (só agora percebo crônico com sentido relacionado ao tempo, sincrônico). Bonito termo: crônico.
Voltando ao que pretendia dizer, não espero que algum editor queira publicar esse sub-produto pós-moderno. (olha a excentricidade, excentricismo de saber escrever excêntrico). Recorrente essa afirmação, não? Freud explica, e até o Chaves quando afirma que cada um pensa no que lhe falta. (acertou quando falou que o seu Madruga pensava em dinheiro).
Então, que fique registrada a minha revolta contra esse sentimento mundano que é a vaidade.
Só pra confirmar o que afirmo de agora em diante só vou escrever merda, nada mais de lixo.

casamento

Dileta esposa,
reclamou que tinha quatro textos de video-game
e nenhum em vossa homenagem.
Portanto afirmo aqui que
lhe agradeço o papel de censora
me impedindo de escrever
algo de que se possa arrepender.
Digo-lhe que sempre está presente em meus pensamentos.
E agradeço a compreensão pelo humor
do seu dileto esposo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Idílio

É bonito o inverno, também.
Amarelo o quintal das  laranjeiras fecundas.

Depois da geada é que se deve colher a mexirica,
o azedo em mel transfigurado.
Incautos os afoitos,
para escaparem ao ridículo
colhida a fruta verde
lhe calam o azedo a  sal
e a tragam entre espasmos.

É bonito o inverno, também.
Enquanto os jovens praguejam contra o encontro baldado pela chuva,
nós, velhos melancólicos, nos damos à lembranças
e pintamos na tela cinza
as cores da primavera a vir.

mentirinha 2

eu só preciso chegar no save point.

Carta postada à professora por haver entregue o trabalho atrasado. Verdade.

Profe, que epopéia esse trabalho! Não comentando que a musa da paz doméstica ausentou-se lá de casa nessa última semana, o que por si gera dificuldades acadêmicas, ontem a noite fui assistir “Amor e Cia”.
Até então tudo bem, posto que fiquei até as 1:30 (atentando que acesso após a meia noite pois é de graça, relativamente) tentando achar um link que disponibilizasse o filme. Apenas links quebrados. O que fazer nessa altura de campeonato?
Baixei o livro “Alves e Cia”! Vamos a leitura. Por sorte livro altamente digerível e curto. E cômico, e adorável. Quisera dar um abraço no Godofredo e exaltar-lhe a virtude.
Feita a leitura, o desenvolvimento do trabalho deu-se facilmente, o texto palpitando na memória tornou tarefa agradável a comparação entre as duas obras.
Agora, só enviar e tarefa cumprida.
Quede-lhe o e-mail da profe!?
E dá-lhe procurar, ou melhor, tentar procurar,(pois o site tava bugado)
o e-mail da profe. Nada.
            4:30 da matina. Acho que não tinha mencionado que ao sair pra aula tinha atropelado minha gata. Complexo de culpa; preocupação; revolta; karma; fado, terrível fado. Respira!
            Amanhã envio esse trabalho.
            Hoje, tentei pelo MSN e novamente em vão a busca ao e-mail da profe. Tinha que ir até a universidade à tarde para fazer um prova em uma disciplina de dependência e então, enfim, no laboratório com uma colega consegui o bendito e-mail da profe. Aleluia.
            Faço prova, vou embora abaixo de chuva, e ansiosamente chego em casa pra enviar o trabalho.
            Acho que não tinha mencionado que eu acesso a internet pela 3g da TIM. Então...
            Estou desde as 4:00 da tarde tentando conexão. Escrevo esse texto mais pra desesstressar do que para justificar. Dentro desse vórtice de desencontros ainda mantenho o bom humor.
            Espero que o trabalho lhe agrade, e que saiba que, por mais WoodyAlanesco que possa parecer, tudo isso é verdade.




Terminei o texto e nada de conexão.
Bem cabia aqui um palavrão.

mentirinha

depois do próximo copo eu vou embora.

Video Game

Em alguma fase me perdi
entre samurais e frases pré concebidas
ou roubadas de um discurso interessante qualquer
o objetivo é passar de fase

Devezenco um brutallity
dá vontade de arrancar o coração
de mim ou de outro
contanto que passe de fase